Islão e Política – primeira série de interrogatórios

, par  DRÉANO Bernard

A « primavera árabe » não agitou apenas os equilíbrios políticos (e geopolíticos) no Magreb e no Mashreq. Também pôs em evidência que as grande potencias ocidentais mais do que suspeitavam da democracia dos países com maioria musulmana do Magreb, do Mashreq, e, de forma mais global, do Próximo e Meio-Oriente. Com efeito, temendo que as urnas levassem ao poder governos adeptos de um Islão radical, ou fundamentalista, optaram durante muito tempo apoiar os ditadores. Na mesma linha, os sucessos eleitorais (por vezes relativos) dos partidos« islâmicos » em Marrocos, na Tunísia ou ainda no Egipto, vieram resfriar o entusiasmo de muitos observadores – ou pelo menos de militantes.

Não é preciso sublinhar aqui o que esta lógica (« mais vale um ditador que faça barreira aos islâmicos do que eleições livres ») tem de impensável, seja de ordem neocolonial ou islamofóbica.

Não é também questão de passar sob silêncio as violações à liberdade de expressão ou aos direitos da Mulher, dos homosexuais e lésbicas ou das minoridades que poderiam estar subjacentes a certos governos fundamentalistas.

O que o sítio intercoll.net entende realizar aqui, é a organização de um vasto debate sobre o Islão político – dando uma ênfase particular ao ponto de vista dos movimentos sociais.

Eis uma proposta de introdução ao debate por Bernard Dréano.

Islam et Politique - première série de questionnements

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