Que futuro para o « Islamismo » ?

, par  BURGAT François, Le Monde des Religions

As primeiras eleições livres no Egipto e na Tunísia mostraram que a preocupação prioritária dos eleitores do Magreb et do Próximo Oriente não era de expulsar, como os revolucionários franceses, a referência religiosa do espaço público. A referência islâmica foi aliás amplamente mobilizada no Sul do Mediterrâneo, para alimentar os recursos culturais da resistência à invasão estrangeira. Neste texte, François Burgat coloca então a questão seguinte: No momento em que o terramoto iniciado pela « primavera » da Tunísia não deixa de agitar as cenas políticas árabes, o que se pode prefigurar do lugar que terá a referência religiosa (islâmica) no espaço público em geral, no léxico político em particular? O autor sublinha então o paradoxo segundo o qual a participação dos islâmicos no poder começará inevitavelmente a corroer a capacidade de mobilização – identitária e « reactiva » - da referência islâmica sobre a qual fundaram o seu sucesso. Deste modo, estas formações políticas provenientes da escola dos Irmãos Musulmanos aprobariam uma legitimidade estrictamente democrática e um exercício do poder apenas civil. Afirmando portanto uma exclusão previsível a termo, François Burgat conlui no entanto sobre a presença actual de um entrelançamento entre a referência religiosa e a mobilização política em terra « musulmana ».

Quel avenir pour “L’Islamisme” ?

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